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domingo, 4 de maio de 2008

A FORÇA DA CULTURA BRASILEIRA

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(Nota: iste és o artigo original, mesmo si tambem és disponível noutras linguas)

Há um o dois meses tive a fortuna de conhecer uma espanhola incredível que e jogadora de baloncesto, waterpolo e incluso de rubgy. Se vocês falan o leen espanhol (nao és muito dificil de compreender o espanhol escrito), eu gostaria muito de aconselhar-les a visita do seu blog. És uma mulher enfeitiçante!

Mais escribo iste post hoje sobre tudo para falarles do bloco naquel ela participa.
Chama-se Bloco do Baliza, e aqui vocês o poem ver tocando na Puerta del Sol (el lugar mais importante do centro de Madrid).



A descoberta do seu bloco gostome muito, porque gosto muito dos blogos (e vi muitos cuando estive em Brasil) mais também por o gusto da cultura bizarra multitudinaria dela que todos fazemos parte. Esta mulher, por exemplo, gosta de um deporte americano (o baloncesto) de outro británico (o rugby) e da musica brasileira, mais nao sao gostos separados e imcompatívels mas coisas que poe sintentizar tudo numa coisa especial que é ela misma.

A cultura bizarra mundial hoje é tudo um pouco assím (tudos somos mais ou menos um pouco assím) mas o que goste hoje foi da ver a repercuçao internacional da cultura brasileira.

E, numos tempos em que tanto se fala dos confrontos entre espanhoes e brasileiros (as lamentavels actuaçoes nas fronteiras) eu gostaria de fazer saber aos brasileiros que a sua cultura aqui e muito apreciada (falamos da samba, da capoeira, da bossa nova, e de tantas coisas que fascinaron aos espanhoes de vocês).

sábado, 12 de abril de 2008

O PODIO BIZARRO: A MORINGA DE PLATA

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É um linguarudo que nem cala nem acanha. Un ganahao do povo que terminou perifieria da Gran Madrid. O dia da carreria nao terminaba de conspirar com a familia de sua mulher. Assim é iste bizarro.
Meio asturiano, meio modelo, meio policía, meio casado, meio actor, joga ao basquetebol de pivó, mas nao gosta de tentar arremessos de tres pontos nem de enterrar a bola, e, quando o faz, e bizarrisimo, porque o faz de espaldas, e parece que ja retorna.
Es sagaz como poucos, pero eu conosco-o como se eu fosse o seu pae ó a sua mae. É eu se quando, jogando nas cartas, té uma boa jogada o é um blefe. E, vôce poe acreditar, nessas situaçoes, as suas pulsaciones nao superiores a quarenta por minuto
Bizarro tambien por galhardo e generoso, por no contar reais nem euros, mesmo ao ponto que numa festa de seu aniversario me deixaba a mim administrar as copas e os dineiros (gran cuore inocente) e sempre achaba que eram poucas. Quando algum precissa de um taxi, ele insiste en pagar o, sempre que seja disponivel a fatura.
Com Wittgenstein comparte que há uma grande distancia entre a realidade e o mondo tao como o conhecemos, e de issa forma ele poe orientar qualquer situaçao ao seu ponto de vista.
Numa ocasión, eu foi testemunho de como ele organizava um café-teatro num disco-pub, na madrugrada, com meia compahia bebâda e com a audiencia num estado similar, com o bom fim de financiar uma representaçao de Shakespeare -"A Tempestade", é claro, nao poia ser outro. Ao fim os microfonos nao funcionavam e as voces dos actores nao poiam ser escutadas. O propietario nao paraba de beber, e o seu socio e irmao o fiz parar com um soco -diremos ao fim de melhor compreender-os que ambos eram napolitanos. E tudo acabou um desastre.
Como e qué arrivamos a isso? A iluçao e o esforço do homem (duas houras de sono de meia durante um mes) foron grandes responsavais. Eu, que vestia como um anjo gay, tenho a melhor lembrança do que aconteceu. Ele, no entanto, acha as vezes, que muitas dissas aventuras as vezes foram muito penosas e promete mudar.
Muito estranho e coralhudo, por ser inasequivel à fatiga. Mesmo se ele é um triunfador, eu diria um sobrevivente, as vezes poe perder partidos, sets, jogadas e jogadas e nao pensar na derrota. –"No me jodas Kikoso, me cagüen to…" e eu continuo jogando, mesmo si ja nao acho nas posibilidades da victoria. Assim e iste homem.

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

O PODIO BIZARRO: A MORINGA DE BRONZE

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Ele é um poeta ripioso que fabrica rimas à velocidade do suo veícolo longo. Coincido com ele nos nossos inhospitos veraos na Alcarria (Espanha), estíos bizarros que doram á alma e maceram o figado – o maceravam (dos tempos passados nao posso lembrarme) O primeiro grande Campeonato de Alcocer de Karting, nasciou em Agosto, debaixo de um sol crimininal que caia sobre o bizarro circuito de Cabanillas del Campo, perto de Guadalajara (Espanha).

O calificativo nasciou com as suas interminavels 13 voltas, 13, umas fechadas e outras ainda mais, obra de algum tao bizarro para nao sentir como a estupida logida ordena, amor por as propias costilhas, os propios dientes (a força centrígua faz o asiento e o costilhar aprossimarse como só o fazen os amantes mais passionados, fugindo a carne que normalmente é entre ellas por celos, ó que ocasiona ao piloto uma dor que de ao menos tres semanas)

Nesse lugar foi que o homem disso me "Nao vamos fazer-o, nao temos a coragem precisa" e desde esse momento ja era tarde para nos. Don Victor Guindo –nao ha um sem trinidade neste catolico pais– consultado dio o seu consentimiento, que para isso é consultor, e o 25 de Novembro nasciou a criatura –o pae e o filho no luar, ja que o Espiritu Santo estiva nessa ocasiao em Buenos Aires (bos, o melhores, agora nao posso lembrarme).

A Osuli, así chamado, se deve a bizarra idea dos botijos (moringas) d´ouro, plata e bronce, assim como a boina da honra à vota mais rápida e a idea de dar uma tartaruga ("la tortuga fisikela que ni corre ni vuela") ao último classificado.

¡Qué arte té! É un bebedor dos bós, ante merididan, que nao bebe gota entanto há sol, o que o da uma aura de vampiro que sempre intrigou-me. Enquanto o astro cai, o bizarro, mitade cobre, mitade estanho, mostra um sem-fim de partituras e ocorrrências perto das botelhas de DYC e dos refrescos entorno das quais os seus amigos juntan-se, é là e que ele comença a recitar as suas coplas que com os anos fizeron dele a memoria viva de seus amigos. Isso sim, cada ano juntam se menos personas, há menos bebida e a reunion e ainda mais bizarra.


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A BIZARRIA HISPÁNICA: O FENÓMENO CORAJUDO

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Eu chamo-me Enrique. Sou Botijo d´Ouro (Moringa D´Ouro) e Boina da Honra para a volta mas rapida no ultimo Grande Premio de Alcocer (Guadalajara, Espanha) do Karting. Eu precisé de trenta e seis anos para conseguir-o, mais por fim, posso mostrar um trofeu bizarro na mia inexistente vitrina.
Contemplo a bizarria como uma terra prometida, como o exigente paraíso das testemunhas do Jeová, uma coisa mais grande que o Nou Camp (o estadio do FC Barcelona) – ¿O que é isso comparado com a historia humana? Pouco mais que um club- ao qual estao chamados tudos eles
que delinquem contra a Lei Dos Grandes Numeros.
Eu gostaria de unir de alguna maneira neste espaço, o significado que a palavra té na nossa lengua espanhola (esfroçado, generoso, lúcido, galhardo) com o significado francés e inglés da palabra (raro, extravagante, estranho, anormal).
Quero dizer que eu acho que um fenómeno, uma rareça, sim, mais um fenomeno corajoso (atributos simboliçados e materialiçados na mia moringa (o Botijo) falando sem modéstia.
Debaixo de isste significado o bizarro es muito mais que um freak, e um objeto bizarro é mutio mais que um objeto kitsch, dado que a sublime cualidade da bizarría se alcança por a coragem que tenha o sujeto u o objeto en questao. Doutro lado, la cualidade de freak o kitsch depende do observador, enquanto a bizarria depende da subjetividade e nasce da persona ao mondo. É intenticonal e inquestionavel enquanto isso um poe sentir-a. Um bizarro é uma imensa minoria.
O bizarro sem interrupçoes é consciente das suas limitaçoes, mais longe de considerar isso como um obstaculao, considera issas limitaçoes como medalas para a sua vestimenta. Ele sa que luta contra a grande majoria que empurra silente a tudos numa soa e obstinada direcçao, fazendo da obedienzia e do rebanho uma virtude, tudos fazeno o mesmo. Ao contrario, cada bizarro deve esculpir na pedra com riso, com choro, com fogo o caminho que ele sozinho segue. Nada de
verdes pastos, nada de agua clara, só a promessa de que tomara (oh paraíso jeovita) podra alcançar algum sitio onde nenhum estive antes.

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